26/08/2026
09:23

Laurita Arruda***

A pesquisa Quaest trouxe uma questão que Álvaro Dias (PL) terá de responder já no início do horário eleitoral: vale a pena assumir de vez a camisa do bolsonarismo em um Rio Grande do Norte onde Lula mantém forte influência eleitoral?

Os números recomendam cautela. Allyson (União) tem 25%, Cadu de Lula (PT), 21%, e Álvaro, 19%. O ex-prefeito ainda enfrenta a maior rejeição: 42%. E, para apenas 17% dos potiguares, o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de votar em um candidato; para 42%, diminui.

NORDESTE SEM BOLSONARO, NEM POLARIZAÇÃO

No Nordeste, candidatos competitivos parecem preferir não transformar a eleição estadual em uma disputa nacional.

Raquel Lyra (PSD) lidera em Pernambuco com 47%; Ciro Gomes (PSDB) tem 43% no Ceará; ACM Neto (União Brasil) aparece com 44% na Bahia; e JHC (PSDB) chega a 40% em Alagoas. Todos disputam sem assumir  um dos polos da eleição presidencial.

A exceção é Efraim Filho (PL), na Paraíba, identificado com Bolsonaro e em terceiro lugar, com 21%, atrás de Lucas Ribeiro (PP), com 35%, e Cícero Lucena (MDB), com 25%.

Álvaro, que migrou para o PL, parece ter escolhido esse caminho. Foi a melhor estratégia?

Os números, até agora, não mostram que tenha sido uma boa aposta.

Faltam 39 dias para a eleição, e talvez seja hora de decidir se continuará vestindo a camisa de Bolsonaro ou se vai jogar para conquistar o eleitor potiguar dentro dos limites do Estado.

Publicado por: Chico Gregorio

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