A médica, empresária e líder política Ana Lígia Costa Feliciano, mulher do deputado federal Damião, presidente do União Brasil na Paraíba, e mãe do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressurgiu em cena, ontem, ao ser anunciada pelo governador Lucas Ribeiro (Progressista) como candidata a vice-governadora na sua chapa. Lígia foi escolhida, segundo Lucas deu a entender, pela sua experiência administrativa, e tornou-se tríplice coroada no papel de vice, cargo que exerceu na segunda gestão de Ricardo Coutinho, instalada em 2015, e na primeira gestão de João Azevêdo, eleito em 2018. Ela reapareceu como “tertius” em meio ao impasse para a definição da candidatura dado o grande número de postulantes, que já passava de uma dezena na lista de especulações da imprensa. Lígia foi candidata a senadora em 2002 pelo PDT, ficando em quinto lugar, e em 2008 candidatou-se à vice-prefeitura de Campina Grande na chapa encabeçada por Rômulo Gouveia (PSDB) que foi derrotada por Veneziano Vital do Rêgo (MDB). O fim do impasse trouxe alívio para a base governista, pela condição de “parto da montanha” em que vinha se transformando, com entrechoque entre partidos variados da base de sustentação política do governo de Lucas. No longo período em que a indefinição se alastrou, o nome mais forte na bolsa de cotações era, aparentemente, o do deputado Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa e filiado ao Republicanos, que já ensaiara uma candidatura ao governo sem assegurar, no entanto, o apoio do próprio partido a essa pretensão. Também foi bastante mencionado o nome do deputado Wilson Filho e, em dado momento, pareceu que o ungido seria o deputado estadual Eduardo Carneiro, ligado ao deputado federal Aguinaldo Ribeiro, tio de Lucas. Nas 24 horas que antecederam o anúncio, esteve em evidência o nome da coronel Viviane Vieira, do PSB, que chegou a sofrer um veto público da presidente estadual do PT, Cida Ramos, que a considerou “inconfiável” para os apoiadores do presidente Lula no Estado.

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