
A discussão sobre a exigência de diploma para o exercício do jornalismo voltou ao STF nesta semana.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), por meio de sua presidente, Samira de Castro, pediu que a Corte reavalie a decisão de 2009 que derrubou a obrigatoriedade da formação superior.
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes também defenderam a rediscussão do tema, diante dos desafios impostos pelo ambiente digital.
A formação é, sem dúvida, importante. Jornalismo exige técnica, apuração, conhecimento e responsabilidade. Diploma pode ajudar a preparar o profissional para isso.
Mas há algo que nenhum diploma é capaz de garantir: caráter.
Um profissional pode ter excelente formação e, ainda assim, escolher distorcer os fatos, omitir o que não lhe interessa ou transformar a própria verdade em mercadoria. Nesse caso, não falta diploma; falta compromisso ético.
Por isso, a discussão é necessária. O diploma pode formar um comunicador melhor preparado. Não pode, porém, formar caráter nem obrigar ninguém a respeitar a verdade dos fatos.

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