Com a aproximação das convenções dos principais favoritos das eleições da Paraíba neste ano, a temperatura eleitoral vai aumentando gradativamente, especialmente para saber quem irá compor as chapas majoritárias. Neste domingo, o senador Efraim Filho (PL), em convenção de seu partido, que contou com a presença do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), anunciou a senhora Nayana Pontes, esposa do deputado Cabo Gilberto Silva (PL), para ser sua companheira de chapa. Já o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), havia anunciado Diogo Cunha Lima (PSD), como seu vice há bastante tempo, inclusive já percorrendo toda a Paraíba. Do lado governista, à medida que se aproxima a convenção partidária do grupo do governador Lucas Ribeiro (PP), cresce a expectativa sobre o perfil da escolha de quem poderá ser o companheiro ou a companheira de chapa do pré-candidato. As informações de bastidores dão conta de que um dos pré-requisitos para essa definição passa, inicialmente, pelo entendimento de que o vice ou a vice na chapa do governador, caso Lucas venha a ser eleito, tenha que firmar o compromisso de não disputar a reeleição. Isso porque, pela estratégia que vem sendo montada pelo agrupamento político que apoia a reeleição de Lucas, haveria um compromisso previamente alinhado com a candidatura do atual presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos), ao Governo da Paraíba em 2030. Isso é algo que só um apedeuta não observa. Talvez seja por isso que o Republicanos esteja “exigindo” a vaga de vice na chapa situacionista, pois deseja indicar uma pessoa de sua extrema confiança já com uma visão de futuro. Ou seja, na hipótese de uma desincompatibilização do governador em 2030, assumiria alguém comprometido em apoiar a eleição de Hugo Motta para governador. Trata-se de uma estratégia bastante natural dentro de qualquer agrupamento político-partidário, tendo em vista que o Republicanos é um partido forte, possui três deputados federais e oito estaduais e pode dar a Lucas uma grande vitória nas eleições deste ano, embora todos saibamos que a política é muito dinâmica e que, até 2030, “muita água ainda passará debaixo da ponte”. Resta saber quem toparia essa proposta. O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), poderia até encerrar sua carreira política como governador da Paraíba, o que, para ele, seria algo extraordinário, pois deixaria a política com o sonho realizado de quem saiu de vendedor de bombons e chegou ao Palácio da Redenção. Seria um marco em sua história. Rafaela Camaraense pode ser uma das pretendentes que também coaduna com essa possibilidade, já que poderia vislumbrar a oportunidade de se tornar a primeira mulher governadora da Paraíba. Entretanto, teria que assumir o mesmo compromisso com o grupo republicano. Essa seria uma questão resolvida dentro da própria política, o que não é tão fácil, mas é compreensível, pois envolve um diálogo mais estreito entre os partidos e os protagonistas de um mesmo agrupamento. No entanto, há de se compreender outra variável dentro dessa estrutura chamada geopolítica eleitoral: ninguém domina a grande massa do eleitorado espalhada por João Pessoa e pela Região Metropolitana. As definições do voto dependem do cenário que venha a ser montado e da percepção do eleitor de que terá alguém que o represente dentro da região onde vive. É aí que mora o perigo de se colocar (ou não) alguém na chapa que pertença à região polarizada pela capital paraibana.

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