Vice de Álvaro Dias na disputa para o Governo do Estado, Babá Pereira decidiu afastar qualquer ambiguidade sobre a identificação ideológica da chapa. O ex-presidente da Femurn assumiu que a candidatura representa o bolsonarismo no Rio Grande do Norte e afirmou que o projeto defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro é o mesmo que orientará a campanha ao Governo.

“A nossa candidatura representa a direita no nosso Estado. Pode-se dizer que é uma candidatura bolsonarista? Também, sim, pode. Porque o que Bolsonaro defende é a mesma coisa que a gente defende, a mesma proposta”, declarou.

O posicionamento procura inserir a disputa estadual na polarização nacional e apresentar Álvaro como o principal candidato da direita contra Cadu Xavier (PT), representante do presidente Lula. Babá avalia que o início da propaganda eleitoral pode reorganizar o cenário, como ocorreu em eleições anteriores, e reduzir o espaço de candidaturas que não estejam claramente alinhadas a um dos dois polos.

“A gente não sabe o que vai ocorrer quando começar o programa eleitoral, quando realmente a equipe de marketing entrar em campo”, disse.

A aposta da chapa também passa pela eleição do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Babá defendeu que uma vitória do pré-candidato fortaleceria o Rio Grande do Norte por meio da influência do senador Rogério Marinho, coordenador nacional da campanha.

“Vocês imaginem Flávio Bolsonaro ganhando essa eleição e a força que Rogério Marinho vai ter para ajudar o nosso Estado e ajudar os municípios”, afirmou. Na projeção de Babá, “Rogério Marinho ou será ministro da Casa Civil ou será presidente do Congresso Nacional” num eventual governo Flávio.

Mesmo diante das dificuldades enfrentadas pela candidatura presidencial do PL, Babá afirmou considerar superada a crise interna do bolsonarismo e previu a presença de Flávio no segundo turno. “Eu tenho certeza de que quem vai para o segundo turno é Flávio Bolsonaro. Acredito muito na vitória dele para presidente da República”, declarou.

O ex-prefeito foi além e sustentou que “quem for para o segundo turno com o presidente Lula vai ganhar a eleição”, atribuindo sua avaliação ao desgaste do PT e às críticas da direita ao aumento de impostos, despesas e ministérios.