
247 – Flávio da Silva Maximiano Júnior, de Santa Catarina, recorreu à Justiça para tentar anular a decisão que encerrou seu vínculo legal com as mães adotivas, a advogada Lilian Regina Terres Moroso e a juíza Sonia Moroso Terres. O caso levanta uma discussão sobre os limites legais da chamada “desadoção”, prática que, segundo especialistas e o Ministério Público, não é prevista pela legislação brasileira.
As informações são do Fantástico. Adotado ainda na infância, Flávio passou a se chamar Flávio Luiz Moroso Terres e cresceu ao lado de um irmão, também adotado pelo casal. Aos 18 anos, após uma discussão familiar relacionada à namorada, ele deixou a casa das mães e assinou documentos que resultaram na retirada do sobrenome da família adotiva e na extinção formal do vínculo de filiação.
Segundo Flávio, o rompimento ocorreu depois de ele ter sido colocado diante de uma escolha. “A Lilian falou: ou você escolhe a Ingrid ou a gente”, lembra. O jovem afirma que, diante da exigência, decidiu sair de casa, mas acabou assinando um documento em que abria mão dos direitos de filho.
“Se eu só posso sair da casa delas sem um nome, eu vou assinar esse documento”, relatou.

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