
“O que interessa, para o clã Bolsonaro, é que aconteceu e foi registrado numa imagem que pode dar sobrevida a uma candidatura questionada”, escreveu o jornal ao comentar a foto divulgada do encontro.
Em um dos trechos mais contundentes, o editorial afirma: “Na pose de mordomo da Casa Branca, Flávio transpira subserviência a Trump”. Segundo o Estadão, o comportamento do senador “é o exato oposto do que se espera de um presidente da República”.
O jornal também sustenta que Flávio Bolsonaro não estaria representando os interesses do Brasil, mas apenas os da própria família. “O único propósito de Flávio é representar sua família, sobretudo seu pai”, diz o texto, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O editorial ainda relaciona a viagem à atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Segundo o Estadão, Eduardo trabalha para aproximar o bolsonarismo da extrema direita americana e pressionar Trump a agir em favor de Jair Bolsonaro.
Piada nas redes
Ao ironizar os resultados da visita, o jornal afirma que “todo esse esforço resultou apenas numa foto que rapidamente serviu de matéria-prima para todo tipo de piada nas redes sociais”. O texto acrescenta ainda que, caso a imagem tivesse sido produzida por inteligência artificial ou com “um Trump de papelão”, “teria obtido o mesmo resultado”.
O Estadão também questiona a versão apresentada por Flávio Bolsonaro sobre a reunião com Trump. “Considerando-se que o senador mentiu seguidas vezes sobre suas relações com Daniel Vorcaro, é muito difícil acreditar em qualquer coisa que ele diga a respeito do encontro com Trump”, afirma o editorial.
Por fim, o jornal destaca que nem o site oficial da Casa Branca nem as redes sociais de Trump registraram o encontro, sugerindo que a reunião teve relevância apenas para a estratégia política do senador brasileiro.

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