08/04/2026
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27.01.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico. Cidade do Panamá - Panamá

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A incontestável vitória da civilização iraniana contra a barbárie hoje representada pelos governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, nos Estados Unidos e Israel, é um fato histórico, que deve ser celebrado por todos os defensores da Paz Mundial e que poderá ter impactos nas eleições de outubro no Brasil. Isso porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais uma vez, provou estar do lado certo da História – o da paz, do multilateralismo e do Sul Global – enquanto seus dois principais adversários na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, vinham se alinhado abertamente ao eixo da barbárie.

Em poucas horas, Trump, que ameaçava eliminar do mapa a civilização iraniana, após ser impelido a entrar numa guerra desastrosa por Netanyahu, se viu forçado a recuar e aceitar a mediação paquistanesa para um cessar-fogo que mantém o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, abre o caminho para o fim das sanções e consolida a ascensão do mundo multipolar. Uma vitória da Humanidade, mas também de Lula, que desde o primeiro dia condenou o genocídio promovido por Netanyahu em Gaza e a guerra inútil de Trump no Golfo Pérsico, que já pressionava os preços dos combustíveis no Brasil e poderia provocar uma depressão econômica global.

A vitória da paz contra a escalada bélica impulsionada pelo eixo Washington–Tel Aviv não apenas reposiciona o tabuleiro geopolítico global, como também escancara um desafio interno decisivo para o Brasil: a necessidade de elevar o nível de consciência da sociedade sobre o tema da política internacional. E esse é um terreno no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá, cada vez mais, que atuar como educador político.

Num ambiente midiático profundamente marcado pela desinformação, simplificações ideológicas e alinhamentos automáticos ao Ocidente, temas como multipolaridade, soberania energética ou sanções econômicas são frequentemente tratados de forma superficial — ou distorcida. Isso cria um descompasso entre a realidade do mundo em transformação e a percepção de parcelas relevantes da população brasileira.

 

 

Publicado por: Chico Gregorio

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