
247 – O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição pode ser ampliada com novos aliados, inclusive com a possibilidade de mudança na vice-presidência. Em entrevista à Folha de São Paulo, concedida nesta terça-feira (24), Camilo avaliou que a ampliação do arco de alianças pode fortalecer o projeto eleitoral de Lula e indicou o MDB como o partido com maior viabilidade para compor a chapa. Segundo ele, o debate sobre a vice deve considerar o contexto político atual.
Embora tenha elogiado o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Camilo ponderou que o cenário exige pragmatismo. “Não há pessoa mais extraordinária, correta e leal. Porém, o país está muito polarizado. Quanto mais ampliar o arco de alianças, melhor”, afirmou. Ele ressaltou que qualquer discussão sobre eventual mudança precisaria ser feita com Alckmin: “Isso teria que ser discutido com ele”.
O ministro destacou que o MDB já integrou uma chapa presidencial petista no passado, quando Michel Temer foi eleito vice de Dilma Rousseff. Ao mencionar o desfecho daquele período, declarou: “Deu no que deu”, em referência ao impeachment da ex-presidente, mas indicou que o histórico não impede novas conversas com a legenda.
Nomes cotados para a vice
Camilo citou dois nomes do MDB como possíveis alternativas, caso haja abertura para ampliar a aliança: o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho. “Vejo dois grandes nomes. Primeiro o do Renan Filho. Tem sido um grande ministro, jovem, talentoso. E o outro nome é o governador do Pará, Helder Barbalho. É um cara jovem, apoiou o presidente”, disse.

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