
O rompimento POLÍTICO entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) deixou de ser especulação para ganhar contornos concretos nesta semana pré-Carnaval.
Desde 19 de janeiro, quando Walter anunciou que não assumiria o governo em caso de renúncia da titular, instalou-se a dúvida sobre a continuidade da parceria política. À época, ainda se cogitava que o MDB pudesse manter o apoio, com a possibilidade de respaldar Fátima em uma eventual candidatura ao Senado.
Menos de um mês depois, os gestos falaram mais alto que as declarações.
O engenheiro Sérgio Rodrigues foi exonerado da presidência da Caern, cargo indicado pelo vice-governador, e outras dispensas devem ocorrer. O secretário da Casa Civil, Raimundo Alves, que não é parente de Walter, já menciona abertamente “traição” e admite que não há mais clima para sustentar a parceria política nos moldes anteriores.
Com o rompimento em curso, Fátima Bezerra passa a reorganizar o tabuleiro com mais cartas na manga.
Terá à disposição cargos e secretarias para recompor apoios, de olho na eleição indireta que definirá seu sucessor por oito meses na Assembleia Legislativa. O desafio é claro: hoje, o governo ainda não conta com maioria consolidada para garantir o resultado desejado.

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