
Com o slogan “Cuide! Você só tem um”, a Sociedade Brasileira de Urologia do RN (SBU-RN) promove a campanha de conscientização e prevenção ao Câncer de Pênis.
Campanha que ocorre anualmente em todas as seccionais do país, durante o mês de fevereiro, com a finalidade de alertar para os dados alarmantes da doença que, na maioria dos casos, poderia ser facilmente evitada apenas com a correta higienização do órgão e outras simples medidas.
Números obtidos pela SBU junto ao Ministério da Saúde mostram que de 2021 a 2025 foram registradas 2.359 mortes em decorrência do câncer de pênis em todo o país, e 2.949 amputações do órgão. Só no RN, foram 105 amputações neste período.
Os especialistas alertam que, quando diagnosticado tardiamente, uma das formas de tratamento da doença pode ser a amputação de parte ou totalidade do órgão. Números do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) do Ministério da Saúde apontam que nos últimos dez anos foram mais de 5,8 mil amputações, o que corresponde a uma média de 585 pênis amputados por ano.
“O câncer de pênis apresenta baixa incidência, se comparado a outros tipos de cânceres que acometem o homem, como por exemplo o de próstata. Porém, é uma doença que pode levar à morte ou à amputação total ou parcial do órgão. Se pensarmos que este tipo de câncer pode ser evitado com ações simples, como água e sabão, entendemos a importância de ações de conscientização e prevenção voltadas à sociedade”, ressaltou o Presidente da SBU-RN Pedro Sales.
As principais medidas para evitar o câncer de pênis são higiene adequada do órgão, vacinação contra o HPV, cirurgia de postectomia, recomendada para os pacientes que não conseguem puxar o prepúcio para trás para expor a glande, a fim de higienizá-la corretamente, e uso de preservativos durante relações sexuais para evitar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Os sinais mais comuns da doença são ferida que não cicatriza, sangramento sob o prepúcio, secreção com forte odor, espessamento ou mudança de cor na pele da glande (cabeça do pênis) e presença de nódulos na virilha.
“É importante não negligenciar os sinais que o corpo dá. Às vezes o homem acha que aquela alteração não é nada demais e que vai se curar sozinho. Ou também, tem vergonha de procurar um médico. Em se tratando de saúde, o tempo é valioso. A demora para procurar um médico pode resultar na diminuição das chances de cura e de evitar sequelas. O ideal seria gerar uma cultura de autocuidado da saúde masculina, para que esses homens façam exames de rotina e acompanhem a saúde urológica e física, como um todo”, explica Pedro.

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