27/06/2019
07:27

O presidente em exercício, general Hamilton Mourão, afirmou que o segundo sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) preso nesta terça-feira (25) no aeroporto de Sevilha, na Espanha, com 39 quilos de cocaína, embarcaria a bordo do avião presidencial no retorno do presidente Jair Bolsonaro ao Brasil. “Quando tem essas viagens, vai uma tripulação que fica no meio do caminho, então quando o presidente voltasse agora do Japão, essa tripulação iria embarcar no avião dele. Então seria Sevilha — Brasil”, disse Mourão.

Apesar da declaração, Mourão tentou minimizar o impacto da prisão ao ressaltar que a droga não foi encontrada a bordo do avião presidencial, mas no interior de uma aeronave da FAB. “Não é o avião presidencial”, frisou. “Ele estava trabalhando como mula. Uma mula qualificada, vamos colocar assim”, disse.

“Inclusive, para vocês saberem, tem o tal do voo da bomba. O avião que o presidente decolou ontem decola um pouco antes, para ver se está tudo ok, ele desce e ele é lacrado. Ele só é aberto novamente quando o presidente e a equipe dele estão para embarcar. Então esse é o avião presidencial”, explicou. “O outro, o VC2, leva o pessoal de apoio, o tal do escalão avançado, e é onde estava esse camarada”, completou.

Ainda segundo Mourão, o militar preso na Espanha exercia a função de taifeiro, com uma função semelhante à de um comissário de voo. Para Mourão, o tráfico de drogas afeta toda a sociedade e que as Forças Armadas “não são um grupamento que vieram de Marte”.

“Eles pertencem aqui à nossa população e estão sujeitos seja para o consumo seja para o tráfico”, afirmou. Ainda segundo ele, “é óbvio que, pela quantidade de droga que o cara tava levando, ele não comprou na esquina e levou, né?”, emendou.

Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio

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