
A expectativa no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Palácio do Planalto é de que as delações da Odebrecht sejam homologadas pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, entre segunda, 30, e terça-feira, 31, já que os juízes auxiliares da equipe do ministro Teori Zavascki, morto no dia 19, encerraram as audiências com os 77 delatores da empreiteira. Somente após essa etapa, o Ministério Público Federal poderá usar o material para iniciar investigações formais contra autoridades e políticos com foro citados pelos delatores.
Nos meios políticos e jurídicos do Rio Grande do Norte, há uma grande expectativa em torno da homologação da delação da Odebrecht. Afinal, haverá políticos norte-rio-grandenses citados nas novas revelações?
No último depoimento, citou-se o senador José Agripino, presidente nacional do DEM, e o ex-ministro do Turismo Henrique Alves (PMDB). Ainda não homologada, a delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, relata o pagamento pela empreiteira, entre 2006 e 2014, de mais de 80 milhões de reais em propina, caixa dois e doações legais de campanha a quase 50 políticos.
Na delação anterior à esta, do ex-superintendente da Transpetro Sérgio Machado, apareceram, além de Henrique e de Agripino, os nomes do senador Garibaldi Alves e dos deputados federais Felipe Maia (DEM) e Walter Alves (PMDB).

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