
As ameaças de violência contra comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul, que ganharam repercussão nacional após o segundo turno das eleições presidenciais, também provocaram preocupação entre lideranças indígenas do Rio Grande do Norte. No estado, onde os processos de reconhecimento territorial ainda enfrentam desafios, comunidades relatam pressões e intimidações relacionadas à defesa de seus territórios. Um dos exemplos é o território Catu, localizado entre os municípios de Canguaretama e Goianinha, no litoral sul potiguar, que vive uma nova etapa de seu processo de demarcação.
O alerta é do cacique Luiz Katu, cacique-geral dos Povos Indígenas do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Saiba Mais, ele afirmou que as notícias sobre os ataques contra os povos Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, encontram correspondência em situações vividas pelas comunidades potiguares. Segundo a liderança, o avanço das discussões sobre a demarcação do território Catu tem provocado reações de pessoas que ocupam áreas reivindicadas pelos indígenas.
“Também temos sofrido situações semelhantes a essa. O território Catu é prova disso. O território Catu tem sofrido muita pressão por motivos de o GT de demarcação ter iniciado seus trabalhos”, afirmou.

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