Em meio à grave crise energética que castiga Cuba, a China intensificou a ajuda ao país caribenho com a doação de 15 mil sistemas fotovoltaicos, distribuídos em três remessas desde novembro de 2025. Os equipamentos são destinados a residências rurais, hospitais, creches e outras instituições essenciais.
As duas últimas remessas chegaram à ilha em agosto e setembro de 2026, sendo a mais recente transportada em 200 contêineres. Os sistemas permitem produzir eletricidade por meio da luz solar e armazená-la em baterias, garantindo maior autonomia durante os frequentes apagões que atingem a população.
A cooperação entre os dois países vai além das doações. Também prevê a implantação de 92 parques solares, com capacidade total projetada de aproximadamente 2 mil megawatts, numa estratégia para ampliar a geração de energia e reduzir a dependência cubana de combustíveis importados.
A iniciativa representa um reforço importante para Cuba, que enfrenta dificuldades no abastecimento de combustível, envelhecimento das usinas termelétricas e falhas recorrentes no sistema elétrico. Embora não resolva toda a crise, a energia solar começa a oferecer uma alternativa concreta para manter serviços essenciais em funcionamento


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