247 – O senador Rogério Marinho (PL-RN) negou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha deixado o Brasil após a derrota na eleição presidencial. O parlamentar, que atuou na coordenação da campanha do aliado, rebateu os relatos sobre uma suposta fuga ao exterior afirmando ao site Metrópoles que o colega “não saiu”.
A declaração surge em resposta às apurações instauradas pela Polícia Federal nos pontos de fiscalização das divisas do território nacional. Os agentes realizam monitoramento nas rotas terrestres e nos voos entre o Brasil e a Argentina para checar a movimentação do congressista. Até o momento, a verificação oficial indica que o filho de Jair Bolsonaro (PL) não registrou passagem regular pelas postos de controle da fronteira com o país vizinho.
A varredura das autoridades brasileiras teve início após o veículo argentino Infobae divulgar que Flávio teria apresentado seu documento de identidade civil para cruzar a divisa. De acordo com a publicação estrangeira, o plano do senador envolveria o embarque em uma aeronave do modelo Gulfstream a partir de Puerto Iguazú com destino aos Estados Unidos.
A checagem de fronteiras ocorre em cumprimento a ordens expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (26), um dia após o pleito vencido pelo presidente Lula (PT), o magistrado determinou a proibição de saída do país e o cancelamento de todos os documentos de viagem emitidos em nome do parlamentar.
Investigado na Suprema Corte, Flávio Bolsonaro recebeu notificação da Polícia Federal para efetuar a entrega de seus passaportes diplomático e comum no prazo de 24 horas, incluindo eventuais identificações internacionais de outros países. A resolução proíbe ainda que o congressista mantenha comunicação com o advogado Willer Tomaz, amigo investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro. A restrição de contato aplica-se “por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa”.
Em gravação veiculada nas redes digitais, Flávio relacionou a apreensão de seus documentos a declarações feitas por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Na sexta-feira (23), antes da votação, Eduardo manifestou que o senador “deveria deixar o Brasil” caso o resultado das urnas fosse desfavorável.

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