27/10/2026
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Agora RN**

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier — o Cadu de Lula (PT), defendeu nesta segunda-feira 26, um dia depois de sair vitorioso das urnas, uma reestruturação do licenciamento ambiental para acelerar a análise de projetos e dar previsibilidade aos investidores. A proposta envolve mudanças na legislação, descentralização de procedimentos e uso de tecnologia no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

“Não dá para um empresário ficar esperando 10 anos por uma licença. Ou concede a licença ou não concede. Não dá para ficar assim”, afirmou o novo governador, que tomará posse em 6 de janeiro de 2027, sucedendo a Fátima Bezerra (PT).

Cadu Xavier sentado durante entrevista na televisão
Governador eleito Cadu Xavier, o Cadu de Lula, em entrevista nesta segunda-feira, um dia após sair vitorioso das urnas — Foto: Reprodução

A demora na liberação de empreendimentos pelo Idema foi um dos temas da campanha eleitoral. O adversário de Cadu, Allyson (União), chegou a prometer que faria um mutirão para destravar licenças represadas no Idema. Agora, o governador eleito afirmou que pretende enfrentar o problema por meio de mudanças estruturais. “A gente vai discutir o marco legal do licenciamento ambiental”, declarou. “Não vou abrir mão dos cuidados ambientais. Mas a gente tem que ter celeridade. A gente tem que ter prazo certo. A gente tem que ter tecnologia”, declarou Cadu.

Ao avaliar o funcionamento da administração, o petista relacionou a lentidão dos procedimentos à procura por intermediação política. “Onde as coisas não estão funcionando, chegam os pedidos políticos. Onde tudo funciona direitinho, ninguém pede”, disse. Para ele, a estrutura precisa permitir que os processos avancem regularmente, sem depender de pedidos de intervenção para superar entraves.

O licenciamento integra uma estratégia de desenvolvimento que Cadu organiza em quatro pilares: incentivos fiscais, infraestrutura, educação e condições para implantação de empreendimentos. O objetivo declarado é aproveitar potencialidades como mineração, energias renováveis, fruticultura e turismo, além de atrair novos investimentos. “O Estado não pode criar dificuldade”, afirmou. Também defendeu a formação de trabalhadores para as oportunidades geradas: “O desenvolvimento só vem se vier junto com a redução da desigualdade social”.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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