21/10/2026
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Dario Durigan

247 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez duras críticas à proposta apresentada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de permitir que famílias e empresas deixem de pagar dívidas por um período de seis meses a um ano. Em vídeo publicado nas redes sociais, Durigan classificou a medida como inviável e alertou que sua implementação poderia provocar uma paralisação do crédito no Brasil, com consequências para consumidores, empresários e produtores rurais.

A manifestação ocorreu após o debate presidencial promovido pela Band no domingo (18), entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do PL também prometeu abrir espaço de mais de R$ 200 bilhões no Orçamento da União para auxiliar famílias endividadas. Durigan contestou a ideia de uma suspensão generalizada dos pagamentos, afirmando que ela poderia comprometer o funcionamento do sistema financeiro.

“Uma promessa que o candidato Flávio Bolsonaro fez no debate de domingo da Band me chamou atenção. Me chamou atenção porque é aquela promessa que parece boa à primeira vista, até parece que vai te ajudar, mas no fundo é o contrário”, afirmou o ministro.

Na avaliação de Durigan, a proposta poderia atingir justamente os brasileiros que dependem de financiamentos para realizar compras, manter seus negócios ou adquirir imóveis

“É algo impossível de ser implementado e que prejudicaria diretamente você, empresário, cidadã, que precisa de crédito para comprar uma geladeira, um móvel ou até a sua casa própria”, acrescentou.

Durigan alerta para risco de calote generalizado

Ao explicar os possíveis efeitos da medida, o ministro argumentou que uma interrupção generalizada dos pagamentos comprometeria a capacidade das instituições financeiras de conceder novos empréstimos.

“O que o Flávio Bolsonaro disse? Que as pessoas e empresas iriam deixar de pagar suas dívidas por seis meses ou um ano. Até parece legal, né? Mas nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito”, declarou.

Durigan destacou que as consequências poderiam ser sentidas imediatamente por diferentes setores da economia. Pequenos empresários teriam dificuldades para financiar suas atividades, consumidores enfrentariam restrições na compra de bens parcelados e produtores rurais poderiam perder acesso a recursos necessários para custear suas safras.

“Se isso acontecer, no dia seguinte, você, que precisa de um crédito para antecipar uma fatura do seu negócio, ou que for financiar a compra de um bem em qualquer loja, ou o produtor rural que precisa do crédito para financiar a sua safra, tudo isso estaria inviabilizado”, afirmou.

O ministro também sustentou que o custo da proposta acabaria sendo transferido à própria população, diante da possibilidade de uma crise de liquidez no sistema bancário.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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