
Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro instou o senador Rogério Marinho (PL) a desistir da candidatura ao Governo do RN para embarcar no projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, sabia o que estava fazendo.
Mesmo preso, o ex-presidente parecia reconhecer as limitações políticas do filho e a necessidade de dar seriedade e consistência a um projeto de retomada do poder. Marinho seria mais do que um aliado: o adulto na sala.
Desde então, o senador potiguar acompanha a agenda frenética do presidenciável, entre reuniões com grandes empresários e palanques pelo país. Mas, no primeiro debate presidencial, não estava ao lado de Flávio. Segundo sua assessoria, não pôde comparecer, mas estará no próximo, marcado para sexta-feira, na TV Globo.
No lugar de Marinho, um time que reuniu Pablo Marçal, marcado pela célebre cadeirada de Datena; Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato, o governador Tarcísio de Freitas e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, que fazia a ponte entre o bolsonarismo das redes e o candidato.
O resultado foi o esperado: acusações, ataques e frases calculadas para render cortes nas redes sociais. Propostas, poucas. Ao final, pulos e dancinhas para celebrar o desempenho.
A militância pode até ter gostado do espetáculo, mas uma campanha presidencial exige mais do que viralização. Exige conteúdo, equilíbrio e capacidade de dialogar para além da própria bolha.
Marinho talvez não evitasse o confronto, mas poderia oferecer serenidade política que faltou ao seu candidato. Rogério Marinho fez falta.

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