
No primeiro turno, o presidente Lula percorreu o Nordeste, subiu em palanques, pediu votos para seus aliados e deixou claras suas preferências, inclusive em estados onde os adversários locais mantiveram distância da disputa presidencial.
Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, e JHC (PSDB), em Alagoas, foram eleitos; Ciro Gomes(PSDB) , no Ceará, saiu derrotado.
Resultados distintos, mas um ponto em comum: os três mantiveram a neutralidade anunciada e pactuada com suas bases para o segundo turno presidencial, mesmo procurados pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
Na vitória ou na derrota, não mudaram de posição por pressão, conveniência eleitoral ou motivações menores.
PRAGMATISMO OU OPORTUNISMO
No Rio Grande do Norte, o movimento foi outro.
O presidente estadual do MDB, vice-governador Walter Alves até então alinhado ao campo de Lula, mudou de lado depois de ser derrotado na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
A coincidência entre a derrota e a mudança de posição abriu espaço para questionamentos sobre suas motivações.
Há quem chame isso de pragmatismo da nova política.
Mas pragmatismo não explica tudo, muito menos transforma qualquer mudança de posição em virtude.
Quando a conveniência eleitoral parece falar mais alto que os compromissos assumidos, o velho oportunismo continua sendo uma chave possível — e incômoda — para interpretar a política

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