
247 – Contando já com vitória da extrema-direita, o extremista Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, fez uma publicação nas redes sociais interpretada como uma ameaça de retaliação contra o embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca de Souza. Na mensagem, Figueiredo sugere que o diplomata seja transferido de Roma para Burkina Faso, país localizado na África Ocidental, e critica sua relação com personalidades e integrantes do Judiciário brasileiro.
A declaração repercutiu e foi encarada nas reses como uma ameaça indireta ao embaixador. A publicação associa a possível transferência a uma punição política em um eventual governo Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na mensagem reproduzida pelo perfil, Figueiredo menciona nominalmente o diplomata e faz referência ao ator e humorista Fábio Porchat e aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Este é Renato, a Mosca, atualmente é o embaixador do Brasil em Roma, Itália. Aquele que gosta do hospedar Fábio Porchat, Moraes e Barroso. Espero que ele goste de Burkina Faso – ouvi dizer que é… Pitoresco. E o Porchat que se acostume com os hotéis em Roma. Não são baratos.”
Figueiredo ficou conhecido após se tornar aliado central de Eduardo Bolsonaro nos EUA para promover junto à Casa Branca diversas sabotagens e ataques contra o Brasil.

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