Eriko Jácome parece ter cometido um dos erros mais clássicos da política: contar com a vitória antes da abertura das urnas. Durante a campanha para deputado estadual, agiu como se sua eleição estivesse garantida e permitiu que sua sucessão na presidência da Câmara Municipal de Natal fosse articulada antecipadamente. O problema é que as urnas não confirmaram suas expectativas. Eriko não conseguiu se eleger deputado estadual e terminou a disputa politicamente menor do que começou, perdendo também o comando da Câmara. O excesso de confiança cobrou seu preço.
Agora, seu futuro político passa a depender de uma combinação de fatores que já não estão sob seu controle. Na hipótese de vitória de Allyson Bezerra para o Governo do Estado, Eriko precisaria que algum deputado estadual assumisse uma secretaria, abrindo espaço na Assembleia Legislativa, desde que sua posição na suplência permitisse a convocação. Ou seja, quem entrou na campanha se imaginando deputado eleito agora depende da vitória de outro candidato e de uma eventual composição administrativa para chegar à Assembleia. Na política, o salto alto costuma produzir quedas dolorosas. No caso de Eriko, sobrou salto alto e faltou mandato.
Bruno Barreto***

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