Favoritaço antes do início das eleições, o ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) agora se viu numa situação inédita em sua curta e vitoriosa carreira política: a da ameaça de derrota.
Pela primeira vez ele foi surpreendido, em vez de surpreender.
O fim da disputa para o Governo do Estado com o quadro de empate na disputa com Cadu de Lula (PT) é completamente assustador para quem se acostumou a estar na frente e tinha até domingo a sensação de estar numa ascensão eterna.
Allyson detectou o problema e o atribui ao “Fator Lula”, uma ficha que caiu após meses subestimando a possibilidade de perder o eleitorado lulista para um candidato petista.
O “Fator Lula” torna-se mais preocupante no segundo turno, com a possibilidade de virada de voto.
Allyson corre para apagar o incêndio com vídeos, escalando aliados para associar o nome dele ao do presidente e, ao mesmo tempo, batendo sem dó em Cadu.
Internamente, ele administra a insatisfação de aliados derrotados, como o vice-governador Walter Alves (MDB), a senadora Zenaide Maia (PSD) e o deputado federal Robinson Faria (PP).
Até mesmo vitoriosos já dão sinais de que vão cruzar os braços.
Allyson sabe que o segundo turno não será um passeio rumo à Governadoria.


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