09/10/2026
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Crédito da foto: ReproduçãoAllyson Bezerra com o aliado deputado Robinson Faria no primeiro turno

César Santos/Jornal de Fato.

SILÊNCIO É A CONFISSÃO

A estratégia de Allyson Bezerra (União Brasil) de evitar um posicionamento sobre a disputa presidencial está correta.

Deu certo no primeiro.

Allyson mordeu uma fatia importante dos 59,75% dos votos de Lula (PT) no RN; e beliscou um pedaço dos 34,77% de Flávio Bolsonaro (PL).

Só que, no segundo turno, a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo parece inevitável. Quem é Lula vota em Cadu de Lula; quem não é, vota no adversário.

Cadu vai dizer isso, e repetir à exaustão, para deixar claro ao eleitor de Lula que ele é o candidato do presidente a governador do estado.

Por mais que Allyson evite declarar o voto a Flávio Bolsonaro, essa condição estará posta naturalmente.

No primeiro turno foi fácil disfarçar porque havia outra candidatura de direita, a de Álvaro Dias (PL). Agora não tem Álvaro.

Na cabeça do eleitor ficará claro no decorrer do segundo turno: Cadu é de Lula e o adversário, no caso Allyson, é de Flávio Bolsonaro.

O silêncio de Allyson sobre o seu voto a presidente é a confissão.

Publicado por: Chico Gregorio

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