
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) mudou radicalmente o tom em relação ao candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
No primeiro turno, chamou o senador de “um dos maiores assaltantes do Brasil” e afirmou em sua propaganda: “tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão”.
Agora, no segundo turno, declara apoio ao mesmo candidato e diz que entra na campanha “de corpo inteiro, por convicção”.
E por falar em convicção, ou na falta dela, a mudança também remete a outro episódio recente da trajetória política de Caiado. Em 2015, ele chamou Gilberto Kassab de “cafetão do Planalto” e fez duras críticas ao então ministro. Anos depois, acabou se filiando ao PSD, partido presidido por Kassab.
Caiado agora promete trabalhar por uma ampla votação de Flávio em Goiás.
A missão, porém, parte de um cenário em que o candidato do PL já teve forte desempenho no estado: no primeiro turno, recebeu 53,6% dos votos válidos, enquanto o próprio Caiado ficou com 12,3%, apesar de deixar o governo goiano com altos índices de aprovação.

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