

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, em Brasília, do tradicional desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios. Com duração prevista de duas horas, o desfile será guiado por três eixos temáticos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além da programação tradicional das tropas das Forças Armadas — Marinha, Exército e Força Aérea.
A cerimônia é aberta ao público e começa às 9h. A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros da gestão petista também estarão presentes, além de outras autoridades.
A ideia do Governo Federal é realizar um desfile “sóbrio” buscando manter a neutralidade e evitar problemas com a Justiça Eleitoral. Com isso, será explorado o uso das cores verde e amarelo como símbolos nacionais.
Com o mote “Soberania: A Força que Une o Brasil”, o desfile pretende destacar a soberania nacional, bandeira levantada pelo presidente petista após as tentativas de ingerência dos EUA no Brasil por meio dos impasses tarifários. A proposta também é pregar a união entre diferentes espectros políticos em torno de uma identidade nacional e do orgulho de ser brasileiro.
A programação prevê um pavilhão com desfile de atletas da Seleção Brasileira feminina de futebol, especialmente jogadoras que participaram da primeira equipe formada no país. Também serão espalhadas, ao longo do percurso, faixas e mensagens de combate à violência contra a mulher.
O Planalto tem submetido todos os preparativos da cerimônia à Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Jorge Messias, que presta suporte jurídico à Presidência da República. O temor é de que adversários acionem a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a ocasião foi utilizada para promoção eleitoral da campanha à reeleição da chapa Lula-Alckmin.
Embora não haja uma orientação explícita nesse sentido, apoiadores do presidente Lula deverão evitar o uso de acessórios e símbolos que remetam ao Partido dos Trabalhadores, como o adesivo com o número 13 e as cores vermelhas. A organização do evento é coordenada pelas pastas da Secretaria-Geral da Presidência e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), além do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, realizadas em 7 de setembro de 2022. Com a decisão, foi declarada a inelegibilidade da chapa de Bolsonaro e do candidato a vice, Walter Braga Netto, por oito anos, ou seja, até 2030.
Antes disso, Bolsonaro e Braga Netto já tinham sido declarados inelegíveis por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros. Como a penalidade não é cumulativa, o prazo de inelegibilidade permanece o mesmo.

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