Mais de quatro décadas depois do fim da ditadura militar brasileira, nomes de presidentes que comandaram o país durante o regime instaurado após o golpe de 1964 ainda permanecem registrados em ruas, bairro, escolas, ponte e outras áreas públicas de Mossoró.
Levantamento realizado a partir de registros oficiais, documentos municipais e estaduais, bases de endereçamento e informações divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF) identificou diferentes homenagens a figuras centrais do regime militar que seguem incorporadas ao espaço urbano da cidade.
Entre os casos mais evidentes está o bairro Presidente Costa e Silva, que leva o nome de Artur da Costa e Silva, presidente do Brasil entre 1967 e 1969. Durante seu governo foi editado, em dezembro de 1968, o Ato Institucional nº 5, o AI-5, que ampliou a repressão política, permitiu o fechamento do Congresso Nacional e aprofundou a suspensão de direitos e garantias constitucionais.
O nome do ex-presidente também permanece na Avenida Presidente Costa e Silva, além de aparecer em outras denominações associadas à região, como o CRAS Costa e Silva e o chamado Conjunto Costa e Silva, loteamento nas proximidades do IFRN que replica o nome do bairro.
Outro presidente do período lembrado no mapa de Mossoró é o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura militar, entre 1964 e 1967.
A cidade mantém a Rua Presidente Castelo Branco, que passa por bairros como Bom Jardim e Barrocas, e a Ponte Presidente Castelo Branco, ligação entre o Centro e a Ilha de Santa Luzia. A denominação da ponte continua sendo utilizada oficialmente pela Prefeitura em documentos e comunicados administrativos.


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