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O caso mais curioso foi o de Álvaro Dias. Apesar de frequentemente defender que a polarização nacional deverá organizar a disputa e de fazer acenos ao eleitorado conservador, o candidato chegou a afirmar que pretende adotar o “método Paulo Freire” para melhorar a educação do RN. A referência é especialmente simbólica porque Paulo Freire se tornou justamente um dos principais alvos ideológicos do bolsonarismo na área educacional. O episódio reforça uma contradição já perceptível: enquanto a polarização aparece no discurso estratégico de algumas candidaturas, na hora de discutir concretamente o Rio Grande do Norte ela perde força. Pelo que mostrou o debate da Band, Lula e Bolsonaro ainda funcionam mais como marcas auxiliares do que como o eixo capaz de organizar a disputa pelo Governo do Estado.
O Potiguar

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