23/07/2026
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Crédito da foto: ReproduçãoNetinho Lins e Zenaide Maia

 

COLUNA CÉSAR SANTOS / JORNAL DE FATO

Em março deste ano, esta coluna noticiou que a senadora Zenaide Maia (PSD) teria como primeiro suplente o ex-cantor de banda de forró da Paraíba, hoje empresário do entretenimento, Netinho Lins.

Era o nome exigido pelo Republicanos, de Abraão Lincoln, para o partido apoiar a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Estado.

Zenaide aceitou. Na convenção cartorial da coligação “Esperança e Trabalho”, Netinho foi confirmado primeiro suplente da senadora.

O povo potiguar não sabe quem é Netinho Lins porque ele chega dentro de uma negociação que atende a interesses de Brasília, além de nunca ter participado da vida pública do Rio Grande do Norte.

Mas quem acompanha o noticiário nacional sabe quem ele é.

O paraibano, CEO do Grupo Dubem, foi revelado pela Operação Overclean, que descortinou um esquema bilionário de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo desvios de recursos de emendas parlamentares.

Netinho teve seu nome citado na chamada planilha do “Rei do Lixo” apreendida pela Polícia Federal, que envolve um montante de R$ 25,4 milhões destinado para eventos em cidades da Paraíba. Também entrou no radar da Polícia Federal um repasse de R$ 1 milhão feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), preso na Operação Compliance, à empresa DuBem, de Netinho.

Ele nega tudo.

O primeiro suplente de Zenaide Maia tem um suporte invejável para se achar blindado: é amigo de Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, do ex-presidente Arthur Lira e de Ciro Nogueira e Antônio Rueda, presidentes do PP e União Brasil. Um quarteto.

É mais um peso no palanque de Allyson Bezerra, que a imprensa livre vai revelar, em detalhes, sobre a sua origem e suas atividades, digamos, suspeitas.

Voltaremos ao assunto.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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