Governadora Fátima Bezerra e Ezequiel Ferreira na posse da governadora em 2019Cézar Santos ***
Não espere clima de conflito entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), muito menos “caça às bruxas” por parte da chefe do Executivo porque o chefe do Legislativo e o seu partido vão apoiar a candidatura do adversário do governo Álvaro Dias (PL).
Eles não romperam a relação de amizade nem ultrapassaram o limite do respeito, e não há motivos para isso. Como bem disse Ezequiel, os dois vão ter caminhos distintos na campanha eleitoral deste ano, mas a relação construída por eles ao longo dos últimos oito anos está acima de posição político-eleitoral.
Não houve quebra de lealdade entre os dois; Ezequiel respeitou a decisão majoritária do grupo e do PSDB. Fátima respeitou.
A impressão que tem é que Ezequiel não saiu do governo, muito menos bateu porta. Os nomes indicados por ele, que são técnicos, seguem ocupando pastas importantes como Agricultura (Guilherme Saldanha) e Segurança (Coronel Araújo).
Fátima e Ezequiel lideram dois Poderes que devem caminhar juntos para o bem do Estado e a maturidade política advoga que essa responsabilidade está acima de outros interesses.
Além do mais, a possibilidade de a governadora e o deputado se reencontrarem em palanque no 2º turno das eleições não deve ser descartada.
A relação de amizade e respeito mantém as portas abertas.

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