03/07/2026
08:16
O município de Riacho da Cruz, no Alto Oeste potiguar, está entre as 18 cidades brasileiras incluídas em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que identificou indícios de irregularidades na execução de recursos provenientes das chamadas “emendas Pix”. A decisão foi aprovada pelo plenário da Corte na última quarta-feira (1º) e determina a abertura de tomadas de contas especiais e de processos para aprofundar as investigações.
Segundo o TCU, a fiscalização analisou 26 contratos e locações em 18 municípios, envolvendo R$ 30,6 milhões em recursos federais. Entre os principais problemas apontados estão falhas na rastreabilidade dos recursos, indícios de irregularidades em licitações, restrição à competitividade, falhas em pesquisas de preços e pagamentos sem documentação considerada suficiente para comprovar a correta aplicação do dinheiro público.
No caso da auditoria, o tribunal constatou que, em 14 dos 18 municípios fiscalizados, recursos das transferências especiais foram movimentados para contas bancárias diferentes daquelas destinadas exclusivamente às emendas. De acordo com o TCU, essa prática compromete o rastreamento do dinheiro público e dificulta a comprovação de que os recursos foram efetivamente aplicados nas finalidades previstas.
O ministro Jorge Oliveira, relator do processo, afirmou que a efetividade das transferências especiais depende de mecanismos robustos de controle e transparência. Já o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, disse que as irregularidades observadas revelam um padrão recorrente na execução das chamadas emendas Pix em diversos municípios brasileiros.
A decisão do tribunal não representa condenação dos gestores municipais. A abertura das tomadas de contas especiais tem como objetivo aprofundar a investigação, identificar eventuais prejuízos aos cofres públicos e garantir o direito de defesa dos responsáveis antes de qualquer conclusão sobre irregularidades ou aplicação de sanções.
As informações são do Portal – (Poder360)

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