
A Fazenda São Francisco, em Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, pertence à família do produtor rural Moisés Maia desde os tempos do Brasil Império.
Após o solo da propriedade receber os mais variados plantios agrícolas, hoje é a vez de vacas-leiteiras ocuparem o espaço, dando milhões de litros de leite por ano e adotando o uso de tecnologia de ponta para a ordenha.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, Moisés Maia explica como funciona o rebanho de gado na fazenda, iniciado no começo dos anos 2000 em substituição às lavouras de arroz.
“Vi no leite uma atividade com muito futuro. É um alimento essencial, e nas pesquisas de mercado, era algo que seria muito precisado. Acho que fiz a escolha certa no momento certo, leite foi e sempre será um bom negócio. Criei meus filhos às custas do que produzo, e não tenho outra renda a não ser leite”, observa o produtor.
Sem contato humano e IA para ordenha das vacas
O gado de Moisés é criado em área delimitada, onde fica boa parte do dia em uma área coberta do sol e da chuva, com ventiladores para conforto térmico, alimentação e hidratação balanceadas.
“Conforto térmico ajuda demais. A ordenheira é emborrachada, e a vaca relaxa na hora de soltar o leite. Aumentou dois litros de leite por vaca só com o emborrachamento”, afirma.
O rebanho do produtor rural tem aproximadamente 200 animais, produzindo 28 litros de leite diariamente, em volume pode ser maior em algumas épocas do ano.
Com isso, a Fazenda São Francisco pode ultrapassar os 2 milhões de litros de leite produzidos anualmente. Segundo Moisés, toda a produção é vendida para a Alvoar Lácteos, dona de marcas de laticínios como Betânia e Camponesa e com sede em Morada Nova, também no Vale do Jaguaribe cearense.

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