18/06/2026
09:02

A Polícia Federal submete o senador Ciro Nogueira ao pior tipo de obscenidade: a nudez que ninguém pediu, que ninguém quer ver, que não espanta ninguém.

O oligarca do centrão foi despido lenta e constrangedoramente.

Ciro perdeu o paletó quando se descobriu que viajava por destinos luxuosos do mundo às custas de Daniel Vorcaro. Ficou sem a camisa após a revelação de que recebia do mensalão do Master — começou com R$ 300 mil. Chegou a R$ 500 mil.

A notícia de que as mesadas somaram pelo menos R$ 6 milhões deixou o ex-quase-futuro-vice-ideal de Flávio Bolsonaro sem as calças.

Relatórios do Coaf tiraram do senador as roupas de baixo.

Seguindo o rastro do dinheiro, a PF concluiu que Ciro lavou recursos de má origem usando empresas, familiares, servidores públicos e até beneficiários de programas sociais.

As delinquências de Vorcaro proporcionam ao Brasil uma de suas épocas mais despidas.

NINGUÉM VIU OU QUER VER 

Mais despudorado do que o mandato obsceno de Ciro Nogueira é a naturalidade com que o Senado reage à cena.

Um senador perambula pelos salões do Legislativo pelado e ninguém faz nada. Não se vê diante dos glúteos expostos nem uma cara de nojo, que dirá uma representação ao Conselho de Ética por falta de decoro.

As delinquências de Vorcaro proporcionam ao Brasil uma de suas épocas mais despidas. Mais despudorado do que o mandato obsceno de Ciro Nogueira é a naturalidade com que o Senado reage à cena.

Um senador perambula pelos salões do Legislativo pelado e ninguém faz nada. Não se vê diante dos glúteos expostos nem uma cara de nojo, que dirá uma representação ao Conselho de Ética por falta de decoro.

Por Josias de Souza no UOL 

Publicado por: Chico Gregorio

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