16/05/2026
09:05

Foto: Joana Lima – ASSECOM/RN

“Todo teatro guarda memórias, mas alguns parecem respirar histórias”. Foi assim que a atriz potiguar Lenilda Santos, da Cia Escarcéu de Teatro, tradicional grupo de artes cênicas, definiu a sensação de voltar ao Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró, agora completamente revitalizado e oficialmente inaugurado como sede do Banco do Nordeste Cultural no Rio Grande do Norte.

A cerimônia de abertura foi realizada nesta quinta-feira (14), com a presença da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, além de artistas, produtores culturais e representantes de instituições parceiras.

Mais do que a entrega de um prédio reformado, a inauguração marcou a retomada de um espaço que atravessa gerações na memória afetiva de Mossoró. Inaugurado originalmente como Cine Cid, em 1964, o equipamento foi por décadas ponto de encontro para cinema, teatro e manifestações artísticas da cidade, até ser fechado em 1993

Agora, após ampla revitalização, o teatro inicia uma nova fase integrado à rede de centros culturais do Banco do Nordeste, ao lado de unidades em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa, inserindo Mossoró e o Rio Grande do Norte de forma permanente no circuito cultural nordestino.

Para a governadora Fátima Bezerra, a entrega simboliza uma escolha estratégica do Governo do Estado.

“Não estamos apenas reabrindo um teatro. Estamos devolvendo ao povo um patrimônio histórico, agora fortalecido, vivo e preparado para cumprir uma função pública essencial, democratizar o acesso à cultura, fomentar a economia criativa e criar oportunidades para artistas e produtores culturais do nosso estado”, afirmou.

A governadora destacou ainda que a decisão de ceder o equipamento ao Banco do Nordeste, formalizada em setembro de 2024, garantiu investimento, gestão qualificada e programação contínua.

“Foi uma decisão construída com visão de futuro. Ao ceder este equipamento, fizemos uma escolha política clara de fortalecer esse patrimônio e inserir definitivamente o Rio Grande do Norte na rede de Centros Culturais Banco do Nordeste. Cultura não é luxo. Cultura é direito, identidade, memória e desenvolvimento”, acrescentou.

Com investimento aproximado de R$4 milhões, as obras incluíram revisão estrutural, modernização elétrica, substituição de piso e cadeiras, além da implantação de novos sistemas de som, iluminação e projeção. O espaço passou a contar com capacidade para 426 pessoas e estrutura compatível com grandes produções artísticas.

 

Publicado por: Chico Gregorio

0 Comentários

Deixe o seu comentário!