Confira a coluna de Heitor Gregório desta sexta-feira 27 no AGORA RN
Nos bastidores da política potiguar, muito se disse que o pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União) não teria o apoio nacional do partido para a disputa em 2026, não saberia articular alianças, estaria isolado politicamente e, sobretudo, não teria tempo de TV suficiente para enfrentar uma disputa majoritária.
O tempo tratou de desmontar, peça por peça dessas narrativas.
Allyson não apenas garantiu o apoio do seu partido, como estruturou uma aliança robusta. Ao seu União Brasil, somaram-se PP e PSD. Em seguida, vieram o MDB do vice-governador Walter Alves, o Solidariedade, e, por último, o Republicanos.
A primeira conversa entre Allyson Bezerra e o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, aconteceu ainda em 25 de fevereiro. Naquele momento, já havia uma insatisfação interna da legenda com a condução de Álvaro Dias.
Exatamente 30 dias depois, em 25 de março, Allyson consolidou em seu palanque a chegada do Republicanos, que Álvaro ainda articulava para manter ao seu lado, através de uma nominata para deputado estadual, que está sendo montada por Ezequiel Ferreira, Paulinho Freire, Eriko Jácome e Fábio Dantas.
O plano, porém, esbarrou em uma exigência central da cúpula republicana: uma chapa competitiva para deputado federal, o que não se concretizou.
O senador Rogério Marinho (PL) chegou a intervir diretamente, telefonando para a direção nacional do Republicanos e oferecendo como ativo político a filiação do senador Styvenson Valentim. Mas já era tarde. O compromisso com Allyson Bezerra estava firmado.
Ao trazer para o seu palanque o Republicanos, o pré-candidato não apenas ganha um minuto a mais de tempo de TV no horário eleitoral, mas também impõe um prejuízo a Álvaro Dias, ao retirar dele seu antigo partido.


0 Comentários