A chegada de períodos festivos como o Natal e o Ano Novo representam um período de medo, dor e angústia para milhares de famílias. O motivo é o barulho intenso provocado por fogos de artifício com estampido, ainda comuns pelo País afora, embora alguns municípios – como Natal – tenham leis que proíbem a soltura desse tipo de fogos.
Enquanto a lei é descumprida na capital potiguar, os estrondos têm provocado ansiedade, traumas e pânico em pessoas com maior sensibilidade auditiva, populações vulneráveis e em animais domésticos.

Em entrevista ao AGORA RN, Lídia Marly Souza relata que, no Réveillon passado, seus filhos Leonardo, de 8 anos, e Lina Maria, de 5 — ambos autistas — reagiram com medo extremo aos fogos. “O barulho inesperado e intenso gera desconforto, ansiedade e necessidade imediata de proteção. É uma reação comum dentro do espectro do autismo”, afirma. Segundo ela, o impacto foi tão significativo que marcou toda a família.
Estratégias frequentemente recomendadas, como o uso de abafadores de ruído, nem sempre são viáveis. “Eles não aceitam usar. O desconforto do contato do abafador é tão difícil quanto o barulho dos fogos”, diz Lídia, que é presidente do Instituto Leblue, criado para dar assistência a famílias atípicas.

0 Comentários