
247 – O governo de São Paulo emitiu um alerta pedindo “redução imediata do consumo de água” em todo o estado, diante da combinação de onda de calor extrema e estiagem prolongada que vem pressionando os sistemas de abastecimento. O aviso foi acompanhado de recomendações práticas à população, como banhos rápidos, combate a desperdícios e suspensão do uso de água para fins não essenciais — como encher piscinas e lavar calçadas e carros.
A medida ganha um peso político adicional: trata-se do primeiro episódio com risco de crise hídrica enfrentado por São Paulo após a privatização da Sabesp, concluída em 23 de julho de 2024 durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas.
Calor recorde e consumo dispara em até 60%
O comunicado do governo foi divulgado depois de um dia marcado por temperaturas recordes na capital. Na estação meteorológica do Mirante de Santana, na Zona Norte, os termômetros chegaram a 35,9°C, maior marca registrada em dezembro e também a mais alta de todo o ano de 2025.
Segundo o governo estadual, a onda de calor elevou o consumo de água em até 60% em algumas regiões, conforme estimativas da própria Sabesp, pressionando diretamente os sistemas que abastecem a Grande São Paulo. O texto oficial alerta que o aumento ocorre justamente quando o estado enfrenta um dos menores índices de chuva dos últimos anos, ampliando o risco de queda acentuada nos reservatórios.

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