
Foto ilustrativa redes sociais*
247 – A decisão do Banco Central (BC) de manter a Taxa Selic em 15% ao ano, mesmo diante de sinais consistentes de desaceleração econômica, ampliou o descontentamento do setor produtivo e das centrais sindicais. Para representantes da indústria, do comércio e dos trabalhadores, o atual nível de juros funciona como um obstáculo ao investimento e ao crescimento, num momento de inflação em queda e perda de dinamismo do mercado de trabalho.
As informações foram publicadas pela Agência Brasil, que ouviu entidades empresariais e sindicais logo após o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom).
Indústria critica imobilismo e diz que há espaço para cortar juros
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota contundente afirmando que o BC ignorou “evidências robustas” de que a economia já permitiria o início de um ciclo de redução da Selic.
O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção dos juros “é excessiva e prejudicial”, agravando a perda de ritmo da atividade econômica, encarecendo o crédito e inibindo investimentos. Para ele, seria possível um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação para a meta.
Também a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) expressou preocupação. Seu presidente, Renato Correia, destacou que a continuidade da expansão do setor em 2026 depende da queda dos juros “o mais rápido possível”.

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