09/12/2025
08:11
Foto: Luiza Medeiros/
Neste domingo (07), o Rio Grande do Norte se uniu ao coro que ecoou por todo o país nos atos contra o feminicídio. Foi um dia em que mulheres, famílias e aliados transformaram indignação em presença, e presença em luta. Um dia em que o Brasil ouviu, mais uma vez, que não há democracia possível enquanto tantas mulheres seguem sendo assassinadas simplesmente por serem mulheres.
O movimento das mulheres tem sido, há décadas, a força mais persistente e corajosa no enfrentamento à violência. São elas que denunciam, que acolhem, que organizam redes, que constroem políticas públicas, que salvam vidas — muitas vezes sem o apoio necessário, muitas vezes enfrentando estruturas inteiras que insistem em naturalizar o inaceitável.
E essa mobilização só cresce porque a realidade é dura. Todos os anos, o Brasil perde um número chocante e inaceitável de mulheres para a violência masculina. São vidas arrancadas pelos próprios companheiros, ex-companheiros, familiares ou homens conhecidos. São mães, filhas, meninas, mulheres cuja existência é interrompida por um machismo estrutural que atravessa casas, ruas, instituições e relações.
Falar disso não é exagero — é urgência. É denunciar uma crise que nos atravessa diariamente. Porque cada morte carrega uma história silenciada, uma família destruída, uma comunidade ferida. E por trás de cada caso há sinais ignorados, pedidos de ajuda negados, e um sistema que ainda falha em proteger quem mais precisa.

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