
247 – A CPI do crime organizado, que deve ser oficialmente instalada pelo Senado nesta terça-feira (4), já nasce cercada de polêmica. O líder do PT na Casa, Rogério Carvalho (SE), afirmou que a direita escalou para a comissão “o time número um da pirotecnia bandida”. Segundo o senador, o objetivo do bloco oposicionista seria transformar a investigação em um espetáculo político.
A declaração foi publicada pela Folha de S.Paulo, que destacou a tensão entre governo e oposição diante da instalação da CPI. O debate ocorre em meio à comoção nacional provocada pela operação policial do governo do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, considerada a mais letal da história do país.
Do lado governista, o PT tenta manter protagonismo nas discussões. A legenda deve indicar Rogério Carvalho ou Fabiano Contarato (PT-ES) para representar a base aliada. Já o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento de criação da CPI, deve ser escolhido relator dos trabalhos.
Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a CPI servirá de palanque político para a direita, que tenta reconquistar espaço diante da alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro desponta como o nome preferido do grupo para presidir a comissão, embora outros aliados também sejam cogitados.

0 Comentários