15/10/2025
09:51

Por Nonato Guedes

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O prognóstico de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode vencer as eleições de 2026 já no primeiro turno tem agitado os meios políticos e causado controvérsia, com reação natural das forças políticas de direita que consideram haver um triunfalismo descabido, apesar dos revezes enfrentados com a prisão domiciliar e inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a dificuldade de escolha de um nome forte, nesse campo, para ocupar espaços à altura e ameaçar o favoritismo de Lula.

A avaliação sobre suposta vitória de Lula em primeiro turno foi feita pelo cientista político Andrei Roman, CEO do instituto de pesquisas Atlasintel, em entrevista ao site da “Exame”. Chamou a atenção porque, em agosto, numa entrevista à BBC Brasil, Roman havia dito que Lula não é favorito em 2026 porque perdeu o “bônus Nordeste”, insinuando que a esquerda teria um problema muito grande na região que representa em torno de 27% do eleitorado. Há cientistas políticos que fazem contraponto ao novo prognóstico, como Leonardo Barreto, que não identifica cenário tão favorável a Lula. Na fala, agora, a “Exame”, Andrei Roman fez análise diferente e disse que o presidente deve contar, no próximo ano, com votos que nas últimas eleições foram para outros candidatos do centro e do campo progressista, como Simone Tebet (MDB), que teve 4% dos votos no pleito anterior e atualmente é ministra do Planejamento, e Ciro Gomes (PDT), que obteve 3%.

Publicado por: Chico Gregorio

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