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Acampamento golpista em Brasília - 27/12/2022

247 – Vídeos inéditos divulgados pelo jornal Estado de S. Paulo revelam que militares do Exército Brasileiro participaram diretamente da preparação do terreno onde foi instalado o acampamento golpista em frente ao quartel-general da Força, em Brasília, no fim de 2022.

As imagens mostram militares conduzindo e supervisionando máquinas de terraplenagem, em apoio à montagem das estruturas de manifestantes que pediam intervenção militar após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais

Os vídeos, datados de 18 de novembro de 2022, registram uma retroescavadeira e um caminhão operados por militares, que trabalhavam para drenar lama e nivelar o solo na área ocupada pelas barracas dos manifestantes. Ao redor, eram visíveis faixas e cartazes com ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral brasileiro.

Militares tiveram papel mais ativo do que apontavam investigações

Segundo o Estado de S. Paulo, os registros indicam que o Exército teve uma participação mais ativa no acampamento golpista do que se sabia até agora, prestando apoio material e operacional à sua manutenção. Até o momento, as investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) tratavam o episódio apenas como resultado de incentivo político e omissão institucional.

As gravações foram feitas pelo jornalista Wellington Macedo, que está preso desde setembro de 2023 por suspeita de envolvimento na tentativa de atentado a bomba em Brasília, em dezembro do mesmo ano. O advogado de Macedo, Sildilon do Nascimento, afirma que seu cliente não participou do atentado e apresentou os vídeos à PGR e à Polícia Federal no fim de 2023, no contexto de uma proposta de colaboração premiada — rejeitada pelo órgão em abril de 2024.

“Os fatos que foram objeto da denúncia ocorreram em dezembro de 2022 (…). Estando preso há dois anos pelos mesmos fatos e não tendo sido imputado nenhum outro fato novo, inexiste contemporaneidade que justifique novo decreto de prisão preventiva”, declarou o advogado em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Publicado por: Chico Gregorio

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