27/09/2025
04:23
O bolsonarismo enfrenta seu pior momento desde que surgiu como força política em 2018.
Uma sequência de fatos e decisões jurídicas recentes – a inelegíbilidade até 2030 do presidente Bolsonaro; sua prisão domiciliar e condenação criminal na sequência; a proibição de usar redes sociais e dar declarações políticas; até mesmo falar com um de seus filhos – isolou o principal nome da direita brasileira em seu próprio lar. Bolsonaro está ilhado em sua própria casa, atado em seus braços e impedido daquilo que mais gostava de fazer que era sair às ruas, dar declarações e ser saudado por seguidores. Sem falar nos problemas de saúde que não são poucos.
Ainda assim, ele é o único capaz de unir a base conservadora e transferir votos em escala relevante. Nenhum nome da direita se viabiliza nacionalmente sem o aval direto de Jair Bolsonaro.
Pra complicar, a direita anda desunida. O mais citado a enfrentar o presidente Lula, Tarcísio de Freitas enfrenta resistência interna. Eduardo Bolsonaro, figura de peso na ala mais radical e ideológica do bolsonarismo, não aceita a ideia de “entregar” seu capital político a Tarcísio, ou qualquer outro nome, que não represente fielmente os valores do movimento. Para Eduardo, esse nome é o seu próprio. Sim, Eduardo quer substituir o pai como candidato da direita.

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