27/09/2025
04:12

Foto: Carmem Felix/Bruno Bareeto*

O mantra entre os apoiadores da governadora Fátima Bezerra (PT) é o de que a avaliação dela vai mal por culpa de uma comunicação ineficiente.

Mas não é bem assim.

O que dá para fazer nesta área está sendo feito.

O problema é político.

A desaprovação de Fátima varia entre 55% e 70% a depender do instituto de pesquisa.

São números tenebrosos para uma governadora que quer ser eleita senadora e fazer o sucessor ao Governo.

Os números são aquém do que o Governo Fátima merece.

Ela reduziu os índices de violência, valorizou o serviço público, criou os Ierns, melhorou as condições dos principais hospitais (embora a saúde ainda tenha problemas), avançou consideravelmente na recuperação de estradas e criou uma política que retomou a geração de empregos no setor industrial.

Diferente de seus antecessores desaprovados (Rosalba Ciarlini e Robinson Faria), Fátima não é odiada pelo povo. Não há uma repulsa. Por onde anda é bem recebida.

Isso mostra que se trata de uma questão política.

A conjuntura do Rio Grande do Norte, apesar do status de Estado lulista, é de hostilidade a uma governadora petista em diversos segmentos da sociedade que gerou uma tempestade perfeita de desaprovação.

Em Natal, as principais rádios possuem bancadas de perfis bolsonaristas, que costumam ser generosos com os políticos de direita e implacáveis com a esquerda. Esse aspecto pode parecer comunicação, mas é política pura.

Qualquer fato negativo se espelha com muito mais facilidade do que os positivos. Isso indica uma predisposição do eleitorado a rejeição ao Governo Fátima, que apesar de reeleita no primeiro turno com votação recorde em 2022, nunca gozou de alta popularidade.

O Rio Grande do Norte tem um ambiente hostil a alguém como Fátima.

Isso não quer dizer que a governadora seja uma vítima. Parte do problema é culpa dela pela ausência de luta política no debate público.

A falta de uma iniciativa política de confronto na defesa do governo deixa a oposição surfar sozinha no noticiário e redes sociais.

O problema é político. Lá atrás isso foi percebido, mas deixaram a situação continuar ruim.

Não se reverte impopularidade sem fatos políticos.

A lição de Lula está sendo dada

Publicado por: Chico Gregorio

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