Por Virgínia França

O CEO do grupo Riachuelo, o potiguar Flávio Rocha, esteve em Natal nesta segunda-feira (30) apresentando o case de sucesso do grupo e defendeu a criação de um ambiente mais favorável aos negócios no Rio Grande do Norte.
Rocha participou da 17ª Convenção do Comércio e Serviços do Rio Grande do Norte promovido pela Federação de Câmaras de Dirigentes Lojistas do RN (FCDL) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal).
O executivo elogiou o Pró-Sertão, programa estadual que visa estimular e apoiar a implantação de facções têxtil que produzem para grandes indústrias têxteis, como a Guararapes, mas relatou dificuldades burocráticas.
Rocha comparou com a região da Galícia, no Noroeste da Espanha onde as fábricas são responsáveis pela produção de peças para a Zara. Ele comentou que a região é “blindada” pela crise e as seis mil lojas da marca demandam produção do local, que também tem vocação têxtil.
“Isso representa emprego, aumento da demanda pela mão de obra, prosperidade. Não tem outro caminho para melhorar a qualidade de vida do que a prosperidade, não é por burocracia, por dificultar a vida de quem faz negocio, de quem gera emprego. Não é a regulamentação que melhora a condição do trabalhador, e sim, mais gente querendo empregar, mais investimento, que faz subir o salário, subir a qualidade de vida do trabalhador”, garantiu.
Flávio Rocha destacou que a normatização, regulamentações, leis tributárias, trabalhistas e ambientais afugentam o investimento e o trabalhador sofre, como ele aponta, como “elo mais frágil” da cadeia produtiva.

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