
A oposição levou a melhor nas eleições primárias na Argentina e deu um passo importante para sepultar o governo neoliberal de Maurício Macri. Mesmo antes da divulgação do resultado oficial, o atual presidente e candidato à reeleição jogou a toalha e reconheceu a derrota:
“Tivemos uma eleição ruim”, disse Macri.
Até o fechamento desta reportagem, co candidato Alberto Fernandez, que tem como companheira de chapa a ex-presidenta Cristina Kirchner, vencia com 47,6% dos votos contra 32% do oponente principal.
As primárias são uma prévia da eleição, em que os eleitores escolhem os candidatos indicados pelos partidos para disputar o pleito em 27 de outubro de 2019. Como nenhum partido indicou mais de um concorrente, as primárias de 2019 serviram como uma espécie de pesquisa boca de urna sem margem de erro.

Outro detalhe importante é que, diferentemente do Brasil, a chapa vencedora que alcançar 45% dos votos na eleição vence a disputa ainda no primeiro turno. Isso significa que se o resultado das Primárias se mantiver em outubro, Alberto Fernandez e Cristina Kirchner serão os futuros presidentes da República da Argentina pelos próximos quatro anos.
De acordo com analistas políticos da Argentina, o grande trunfo de Alberto Fernandez foi conseguir unir o peronismo, principal corrente política popular no país que tem braços na esquerda, centro e direita, mas estava esfacelado nos últimos anos. A chapa foi batizada de Frente de Todos.
A articulação de Fernandez foi tão importante que Cristina Kirchner, que liderava as pesquisas de intenção de voto, entendeu que a chapa ficaria mais forte com Alberto na cabeça. Ele havia sido chefe de gabinete do governo dela e do ex-presidente Nestor Kirchner.
Em vídeo gravado e transmitido ao vivo no comando eleitoral da Frente de Todos, a ex-presidenta Cristina Kirchner agradeceu aos argentinos e destacou a situação difícil vivida atualmente na Argentina:
“Os argentinos acreditam que as coisas devem caminhar na Argentina porque sabem que não estamos bem, não estamos tranquilos, não estamos felizes”, disse a candidata à vice-presidente que pediu, em tom duro, que o atual governo argentino respeite o resultado das urnas:
“Em virtude de tudo o que é púbico e notório, e pela experiência que vivi quando fui candidata à senadora em 2017, peço que divulguem o número verdadeiro da votação, não por mim ou pela Frente de Todos, mas por todos os argentinos. Todo e qualquer argentino tem o direito de saber qual é o resultado da vontade popular da Argentina”, desabafou.
Via Agência saiba Mais.

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