
Após votar numa escola de uma vila militar de Brasília, o general HamiltonMourão , candidato à vice-presidência pela chapa encabeçada por Jair Bolsonaro (PSL), disse que a prioridade, caso sejam eleitos, é o ajuste da economia. Segundo Mourão, a primeira medida que será tomada é aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. O candidato defendeu a proposta encaminhada pelo governo Michel Temer , mas que ainda não foi votada:
– A primeira coisa é dar um ajuste na nossa economia e a reforma da Previdência é fundamental para dar um passo nisso. Na minha avaliação, a que está no Congresso hoje seria um grande passo porque o ótimo é inimigo do bom e se nós temos algo bom a gente toca esse avião mais para a frente porque ele vai cair no nosso colo. Mas para a frente a gente consegue ajustar de uma forma melhor – disse Mourão.
Mourão disse que a proposta atinge os militares com aumento de tempo na ativa, além das pensionistas, que atualmente não contribuem para a Previdência.
A declaração de Mourão está em consonância com a proposta de ajuste das contas públicas pregado pela candidatura. Além disso, ameniza o que foi dito na véspera da eleição por Bolsonaro. Numa entrevista ao site Poder 360, o candidato do PSL afirmou que o Banco Central, em seu governo, teria meta de câmbio. A ideia vai na contramão do que prega o liberal Paulo Guedes, o economista escolhido para ser superministro caso Bolsonaro seja eleito.
Mourão também recuou da declaração de que não seria um vice decorativo, tendo inclusive uma sala para despachar ao lado do novo presidente. Hoje, a vice presidência ocupa um anexo no Palácio do Planalto.
– No final da contas eu me atrapalhei. Vou ficar onde eu estou mesmo – disse o general, acrescentando que aguardará a sua missão.
Ele reafirmou que Bolsonaro já conta com uma base de apoio de 300 deputados e que a ideia é aproveitar a lua de mel para “pregar pregos”, aprovar as medidas necessários na economia e na área de segurança. Segundo Mourão, o prazo é curto:
– Vamos ter o apoio de uma bancada de mais de 300 deputados sintonizados com a gente desde o começo. É uma coisa independente dos partidos. É apoio quase pessoal. Então vamos ter que aproveitar esse começo: a lua de mel para pregar pregos.
Indagado sobre a possibilidade de o mercado financeiro não dar um tempo tão longo como uma lua de mel ao novo governo, Mourão brincou:
– A lua de mel de pobre dura pouco.
O Globo

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