23/10/2018
12:03

Bolsonaro defende Ustra e diz que não dialogaria com Haddad; petista quer pedido de desculpas

Do blog do Jamildo:

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), candidato à presidência da República, voltou a defender o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), reconhecido como torturador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em entrevista ao SBT na noite desta segunda-feira (22). “Você tem que botar ele de um lado e os que ele combatia do outro. Ele prestou um grande serviço ao Brasil, ele fez parte de um momento da história do Brasil. Interrogava as pessoas e buscava desarticular movimentos terroristas”, afirmou Bolsonaro. Fernando Haddad (PT), adversário dele, defendeu que ele se retrate por declarações favoráveis à ditadura militar.

Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) durante a ditadura militar, foi exaltado por Bolsonaro também durante a votação da admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Questionado sobre a censura à imprensa durante o regime, respondeu: “tinha uma certa censura”. Apesar disso, citou que a Globo e a Veja surgiram durante o governo militar para alegar que em regimes ditatoriais há imprensa única. “Era uma ordem para que grupos terroristas tomassem uma ação ou outra”, justificou.

Haddad afirmou que o rival tem uma “mente doentia”. “Ele fica criando fantasmas de fora para não ter que explicar o de dentro”, disse, sobre o deputado repetir que o petista apoiaria regimes totalitários na Venezuela. “Ele chegou a dizer que o erro do regime militar foi torturar e não matar. Bolsonaro, sim, é uma pessoa muito preocupante”. Haddad se disse “120%” democrata.

“Meu adversário defendeu tortura, estupro, ditadura. Não vejo ninguém perguntar para ele se ele não se arrepende de dizer a uma colega que só não a estupra porque ela não merece”, afirmou, em referência ao caso envolvendo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), pelo qual Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). “Como é que a gente vai abrir mão da liberdade em nome de uma pessoa desequilibrada?”, questionou Haddad.

Publicado por: Chico Gregorio

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