Por Daniel Menezes
O deputado estadual, Kelps Lima, foi enfraquecido pelas suas próprias ações e “precisa mergulhar”, sair um pouco dos holofotes, do fogo cruzado.
Preocupado em capitalizar-se junto ao eleitorado, expôs, através de dezenas de outdoors espalhados por toda Natal, que é contra o ajuste fiscal proposto pelo governo estadual. Os ataques vieram não tanto pela proposição em si, mas pela forma.
Kelps é autor de uma série de projetos que visam tornar a publicidade mais impessoal, menos pautada na imagem do governante e/ou em suas cores e mais nas ações concretas.
Estranhamente, seus outdoors foram na contramão do que ele próprio prega. A arte em debate tem seu rosto escancarado, com cara de chateado, como elemento central dos enormes cartazes. E as cores são as mesmas do Solidariedade, agremiação que preside no RN. Parece até que a proposta em si é mero detalhe.
Kelps, é preciso que se diga, tem todo direito de se colocar contra ou a favor do que bem entenda. Como representante, responderá politicamente pelas suas escolhas.
Nesse caso, cometeu, no entanto, um forte deslize, contrariando o que passou anos defendendo. Elaboração legislativa interessante, diga-se de passagem. E o povo tende a recusar mais o pecado do pecador do que do pregador.
Ainda ficou estranho o fato do deputado confessar que recebeu dinheiro de empresários para custear a propaganda pessoal. Tentou demonstrar que não usou dinheiro público e caracterizou uma interação pouco clara com setores particularistas da sociedade.


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