13/08/2018
19:10

Munição que matou Marielly também foi encontrada na Paraíba (Foto: Pablo Jacob Pablo Jacob)

O Exército Brasileiro tem até o início do mês de setembro para comunicar o integral cumprimento das medidas de controle e rastreabilidade de munições comercializadas no país, recomendadas após constatação de que foi usada munição especial desviada do Lote UZZ-18 na execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, e projétil do mesmo lote utilizado em um assalto no interior da Paraíba, no município de Serra Branca.

O procurador da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira, do Ministério Público Federal da Paraíba, disse que essa alteração normativa vai facilitar a identificação de desvio de munição em todo o país. “A expectativa é de que vai haver uma regulamentação em breve que vai estabelecer universos pesquisáveis para munições, a gente vai ter condições de fazer rastreamento efetivo de munição”, explicou. Segundo ele, inclusive a munição produzida no Brasil vendida para o exterior poderá ser rastreada mais facilmente.

O MPF deu ao Exército um prazo de 90 dias para fazer as alterações das normas, o que alcança o início de setembro. A recomendação foi expedida no início de junho deste ano.

Publicado por: Chico Gregorio

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